Vinícolas
   
 
 

A Cooperativa de Pegões está localizada em Pegões Velhos, na Península de Setúbal. Foi fundada em 1958 como infra-estrutura de apoio ao plano de fomento e ordenamento agrícola executado pela ex-Junta de Colonização Interna de Portugal, época na qual foram implantadas 800 hectares de vinhas, distribuídas por centenas de casais agrícolas da região. O auxílio técnico provinha da Junta Nacional do Vinho (atual IVV) e do Centro Experimental de Pegões. Durante quase 40 anos a vinícola se firmou como quase todas as Cooperativas: produzindo altos volumes de Santo Isidro, um vinho de qualidade razoável e preço competitivo.
A partir dos anos 90 entretanto, a Pegões resolve escrever uma nova história: com investimentos de 7 milhões de Euros na reconversão das vinhas e na modernização da adega, foram implantados um sistema de vinificação e estabilização a frio, complexo de cubas e lagares em aço inox, prensas de vácuo e pneumáticas, e mais de 1.000 barricas de carvalho francês e americano, além de obras civis de melhoria geral das edificações.
Nessa época foram contratados João Portugal Ramos e seu discípulo Jaime Quendera. A partir daí, iniciou-se o desenvolvimento das linhas premium para a Cooperativa: Fontanário de Pegões (1992), Adega de Pegões (1993), Vale da Judia (1998), Adega de Pegões Colheita Selecionada (1999) e Fonte do Nico (2003).
Atualmente, os vinhos da Pegões estão sempre nas listas dos conhecedores exigentes. A adega é conduzida por Jaime Quendera, que a tornou reconhecida em Portugal e internacionalmente, com inúmeras distinções e prêmios. É um entusiasta da região, e também das “castas estrangeiras”, como a Cabernet Sauvignon, Syrah, Aragonês e Touriga, que são plantadas ainda em pequenas parcelas. Pelo reconhecimento de seu excelente trabalho, Jaime hoje, além de conduzir a Pegões, ainda presta consultoria para outras vinícolas.
A área de vinhedos conta atualmente com 967 ha, sendo 26% de uvas brancas (Fernão Pires, Moscatel, Tamarez, Arinto, Antão Vaz, Chardonnay) e 74% de uvas tintas (Castelão, Touriga Nacional, Aragonês, Cabernet Sauvignon, etc). A Castelão continua a ser a “rainha” da região, com quase 70% da área total de plantio.
As modernas técnicas de gerenciamento também fazem parte do dia a dia desta cooperativa. A estrutura societária mudou bastante nos últimos anos, e hoje 30% dos associados possui 90% dos vinhedos, e 3 deles possuem mais de 100ha. Além disso, a constante preocupação com a qualidade das uvas faz com que um sistema de recompensa tenha sido implantado. Assim, na compra da Touriga Nacional, um bônus é oferecido aos membros que buscam a baixa produtividade. Por outro lado, para a Fernão Pires, onde se deseja um bom nível de acidez, o bônus é pago às uvas de baixo teor alcoólico e de colheita precoce.
Com todo o investimento em produzir vinhos de alta qualidade, a Cooperativa de Pegões vem, ano a ano ganhando prêmios em concursos internacionais e sendo citada em revistas especializadas como produtora de vinhos de alta qualidade. A produção, que antes era consumida inteiramente no mercado interno, a partir do ano 2000 vem ganhando o mercado internacional, com as exportações sendo responsáveis por mais de 20% de toda a produção.

 
 
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